Foi
hoje apresentada o novo serviço de urgência Covid do Hospital do Espírito Santo
de Évora (HESE), que irá complementar e ampliar a resposta do serviço de
urgências, sendo que serão redobrados os postos de atendimento e
disponibilizados 14 espaços para tratamento de doentes com problemas
respiratórios Covid-19.
Em
declarações aos jornalistas, o Coordenador da "Task-Force" Covid-19 e
Diretor do Serviço de Urgência do HESE, Dr. Rui Matono, afirma que, "neste
momento, esta ala representa um acréscimo de 14 postos de atendimento.
Duplicamos o número de postos de atendimento que previsivelmente podemos
atender. O ADR que está em funcionamento no núcleo de exames especiais tem
também 12 postos de atendimento," logo, "representa um acréscimo de
mais 100%"
Esta nova ala foi reorganizada e expandida como
adaptação à pandemia, tendo demorado cerca de 2 meses a ter sido preparada em
conformidade com as necessidades de combate à Covid-19.
A
situação de tensão no HESE foi divulgada pela Presidente do Conselho de
Administração, Dra. Maria Filomena Mendes, que esta semana disse que existem
momentos no serviço de urgências há quatro vezes mais procura que a capacidade
de resposta. "Nós estamos num momento crítico da pandemia no nosso
país", frisa o Coordenador. "O Alentejo não é diferente, neste
momento [a situação] no país está a aumentar, e nós estamos a aumentar,"
explica.
A
nova ala dos serviços de urgência dedicada a doentes respiratórios Covid-19
inicia a sua total atividade hoje, com exceção da sala de reanimação.
Questionado acerca da entrada de doentes Covid-19 já hoje na unidade, o Diretor
dos Serviços de Urgência mostra incerteza. No entanto, "poderá ao final do
dia ter aqui 14 doentes." Em relação à lotação do serviço de urgência,
adianta que, "neste momento estamos no nosso limite previsto. Temos 14/15
doentes, alguns deles à espera de serem internados."
Em
declarações à RC, o Coordenador explica que em termos de serviço de urgência
esta nova ala irá mitigar a necessidade de transferir doentes Covid-19 do
distrito de Évora para outros hospitais distritais do Alentejo. "Tendo
mais espaço, podemos acomodar mais doentes, o que quer dizer que, teoricamente,
não será necessário interromper a entrada de doentes com orientação CODU."

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