A
Comissão Municipal de Proteção Civil de Vila Viçosa, no distrito de Évora,
contestou hoje o corte ao trânsito de um troço da Estrada Nacional (EN) 254,
junto de uma pedreira, e reclamou alternativas adequadas.
Em
comunicado enviado à agência Lusa, a Comissão de Proteção Civil lamenta a
decisão da Infraestruturas de Portugal (IP), que procedeu ao corte definitivo
do trânsito na EN254 entre Vila Viçosa e Bencatel e interditou o tráfego de
pesados no troço da EN255 entre Vila Viçosa e Pardais, sem “alternativas
adequadas”.
No
documento, a Proteção Civil local alerta que a medida implica “graves prejuízos
sociais para as populações e económicos para as empresas do concelho e da
região”.
Segundo
a estrutura municipal, a “decisão tomada pela IP” merece contestação por
“reduzir significativamente o grau de resposta dos meios de socorro em caso de
eventuais ocorrências de doenças ou de sinistro” e por “multiplicar a distância
a percorrer entre a sede de concelho e as freguesias de Pardais e de Bencatel”.
A
comissão municipal pretende “exigir que a Infraestruturas de Portugal encontre
rapidamente as soluções e alternativas para que a circulação rodoviária” seja
“efetuada com elevados índices de segurança e na distância mais curta, mantendo
os níveis de proximidade atual”.
Na
nota, é solicitado à IP que “preste esclarecimento” relativo “às
informações/pareceres” que conduziram à sua decisão.
A
tomada de posição foi enviada para a Infraestruturas de Portugal, Presidência
da República, primeiro-ministro, órgãos governamentais da tutelam e grupos
parlamentares da Assembleia da República, assim como para as câmaras municipais
e respetivas assembleias municipais de Alandroal, Borba e Redondo.
Em
declarações à Lusa, a 20 de janeiro, fonte oficial da IP, anunciou o corte
definitivo ao trânsito da EN254 junto a Bencatel, no concelho de Vila Viçosa, a
partir do dia 22 de janeiro, por questões de segurança, devido à proximidade de
uma pedreira.
A
mesma fonte revelou que a decisão estava relacionada com a proximidade daquela
estrada da pedreira “Monte d’el Rei”, que tem cerca de “134 metros de
profundidade” e que se encontra a cerca de 30 metros da via, quando deveria
estar “a mais de 400 metros”.
A
IP disse estar, juntamente com a câmara, a tentar “encontrar uma solução”
alternativa para a circulação entre Vila Viçosa e Bencatel.
Na
altura, a mesma fonte revelou também que a IP faria uma intervenção na EN255,
entre Vila Viçosa e Alandroal, para permitir a circulação de pesados, interdita
devido à proximidade de outra pedreira.
Em
relação a esta via, a Câmara de Vila Viçosa revelou, no dia 25 de janeiro, que
a interdição do trânsito a veículos pesados estava em “vias de resolução”.

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